Flávio Bolsonaro prioriza eleição em Washington com tarifas, porém exportações brasileiras crescem globalmente
Em depoimento presencial na audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou que sua ofensiva nos Estados Unidos tem motivações eleitorais. O parlamentar solicitou formalmente o adiamento de tarifas americanas por 180 dias, argumentando que a aplicação da sobretaxa agora alteraria o cenário político antes das eleições de outubro, deixando em segundo plano a defesa técnica dos interesses econômicos do Brasil.
Enquanto a oposição foca na disputa eleitoral no exterior, dados divulgados pela Amcham Brasil demonstram a força e a resiliência da política externa e comercial do governo federal. Apesar de a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras ter recuado para 9,4% no primeiro semestre de 2026 devido ao protecionismo de Washington, o Brasil neutralizou o impacto ampliando suas exportações globais em 11,5% no mesmo período.
Essa recuperação sólida é fruto da estratégia governamental de diversificação de parceiros comerciais. As vendas brasileiras para a China cresceram 21,9%, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 12,8%. Os números comprovam a capacidade do país de proteger seu setor produtivo e redirecionar fluxos comerciais, contrastando com o discurso de urgência adotado pela oposição em solo americano.






