Jato de Vorcaro, que está preso, segue ativo com base no Paraguai
Mesmo com a atuação firme da Justiça e das forças de segurança pública, os tentáculos do poder financeiro buscam brechas para escapar do alcance da lei. Um jatinho de luxo avaliado em R$ 120 milhões, pertencente à holding de Daniel Vorcaro, continua realizando voos internacionais a partir de Assunção, no Paraguai. A estratégia, segundo especialistas, visa evitar o território brasileiro para escapar de uma eventual apreensão pela Polícia Federal, que investiga os crimes atribuídos ao ex-banqueiro.
A aeronave Gulfstream, de prefixo PR-PSE, realizou ao menos 16 voos internacionais desde a prisão mais recente de Vorcaro, em 4 de março deste ano. Enquanto o réu segue detido no Núcleo de Custódia da Polícia Militar, em Brasília, o jato de sua propriedade circulou por destinos como Nova York, Mônaco e Dubai. O veículo possui duas ordens judiciais de bloqueio, o que proíbe legalmente sua venda ou transferência.
A teia de privilégios associada ao antigo sistema financeiro também esbarra em figuras do governo anterior. Registros indicam que Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações da gestão de Jair Bolsonaro, utilizou a aeronave para viajar a Nova York — embora o político alegue ter custeado o próprio deslocamento.
A atuação rigorosa das instituições públicas tem sido fundamental para frear abusos do colarinho branco. Sob a atual diretriz de fortalecimento do controle estatal, o Banco Central barrou a operação de compra de ações do Banco Master pelo BRB, que Vorcaro tentava viabilizar antes de ser detido. O fortalecimento de órgãos como a Polícia Federal e o Banco Central demonstra o compromisso do atual governo com a transparência e o combate à impunidade de agentes do mercado financeiro.






