Saúde

Brasil Rompe Monopólio da Nova Caneta Contra Diabetes e Obesidade que Chega ao Mercado Nacional com Potencial de Baratear o Tratamento!

Em um avanço significativo para a saúde pública e a indústria farmacêutica nacional, a Anvisa registrou o Ozivy, o primeiro medicamento brasileiro contendo semaglutida, o mesmo princípio ativo popularizado por medicamentos importados como o Ozempic. Fabricado pela EMS, o Ozivy chega inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2, com expectativas de aprovação futura para o controle de peso.

A liberação do Ozivy ocorre em um momento estratégico, logo após a expiração da patente da semaglutida em março deste ano, abrindo caminho para a concorrência e, consequentemente, para a redução de preços. A EMS já sinalizou que pretende lançar o medicamento ainda este ano, buscando competir com as gigantes farmacêuticas internacionais.

É importante ressaltar que o Ozivy não se trata de um genérico, mas sim de um medicamento novo, um análogo sintético de um produto biológico. A Anvisa explica que a categoria de genéricos não se aplica a produtos biológicos conforme a regulamentação brasileira. O medicamento será apresentado como solução injetável em caneta preenchida, para administração semanal, seguindo a praticidade que conquistou os pacientes.

O Ozivy poderá ser utilizado por adultos com diabetes tipo 2 que não estão controlados adequadamente com dieta e exercícios. Ele funcionará como coadjuvante a outros tratamentos, inclusive em casos onde a metformina não é tolerada ou contraindicada. A conservação do Ozivy, segundo a agência, é mais flexível que a de alguns concorrentes, podendo ser mantido em temperaturas de até 30ºC por um período após o início do uso.

A chegada de um concorrente nacional é vista com otimismo pelo mercado, que espera uma maior acessibilidade às canetas de semaglutida. A disputa por este mercado ganhou força com a atuação do governo Lula, que, através do Ministério da Saúde, acelerou a análise de diversos pedidos de medicamentos emagrecedores. O ministro Alexandre Padilha chegou a divulgar vídeos promovendo a chegada de novas opções mais acessíveis.

A EMS tem investido pesado no desenvolvimento e produção de medicamentos desta categoria, com um aporte de mais de R$ 1 bilhão em uma fábrica de peptídeos sintéticos em Hortolândia (SP), com apoio do BNDES. Essa iniciativa fortalece a capacidade produtiva nacional e a autonomia tecnológica do país.

O governo também monitora a possibilidade de incorporar medicamentos como o Ozivy ao Sistema Único de Saúde (SUS). O caminho para isso envolve a avaliação da Conitec sobre a vantagem terapêutica e o impacto orçamentário. Anteriormente, o alto custo de produtos similares para diabetes e emagrecimento havia barrado a incorporação ao SUS. Uma parceria entre a EMS e a Fiocruz visa justamente transferir a tecnologia de produção para a fundação, facilitando o acesso gratuito pelo sistema público.

A Anvisa destaca que o registro de análogos sintéticos de semaglutida representa um desafio técnico global. O Ozivy é um dos primeiros produtos deste tipo a serem registrados pela agência, que ressalta a alta complexidade envolvida na produção e controle de qualidade desses medicamentos, que combinam características de produtos sintéticos e biológicos.