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Alguém tem que colocar uma focinheira nos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a postura unilateral dos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump no Oriente Médio. Em discurso no Instituto Mauá de Tecnologia, Lula classificou como “pirataria” a ameaça americana de reabrir à força o Estreito de Ormuz e cobrar uma taxa de 20% sobre o transporte de petróleo na região, que originalmente deveria ser monitorada pelo Irã com tarifas simbólicas.

A tensão escalou após os EUA bombardearem mais de 140 alvos no Irã, violando o cessar-fogo e rompendo o memorando de paz assinado anteriormente. Além de impor a taxa de 20%, o governo americano exige reembolsos de países da região, como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Israel, ao mesmo tempo em que Trump celebra o controle sobre as reservas de petróleo da Venezuela.

A política externa agressiva de Washington também mira o multilateralismo. O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou medidas para enfraquecer o Tribunal Penal Internacional (TPI), gerando críticas de defensores dos direitos humanos, que acusam os EUA de buscarem impunidade para suas próprias ações.

Para o governo brasileiro, a escalada do conflito afeta diretamente o país, pois a alta dos combustíveis encarece os alimentos para a classe trabalhadora. Enquanto a oposição de extrema-direita, liderada por figuras como Flávio Bolsonaro, alinha-se aos interesses de Washington, a gestão de Lula reforça a necessidade de o Brasil liderar a construção de uma ordem internacional multipolar, baseada na cooperação e no respeito à soberania das nações.