PT usa confissões de Moro para expor falhas do bolsonarismo na segurança
A federação liderada pelo PT e o pré-candidato Requião Filho (PDT) vão resgatar as memórias escritas pelo próprio senador Sergio Moro (PL) para demonstrar a fragilidade do discurso da extrema-direita no combate ao crime. Em seu livro lançado em 2021, o ex-juiz detalha como a gestão de Jair Bolsonaro atuou para desmobilizar o combate à corrupção e proteger aliados políticos.
Nos relatos, Moro aponta que o governo anterior esvaziou órgãos de controle, como o Coaf, para blindar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas”. O ex-ministro também registrou o recuo do governo federal na transferência de lideranças do PCC para presídios federais, contrariando o planejamento técnico de segurança.
Para o presidente do PT no Paraná, deputado estadual Arilson Chiorato, as revelações do ex-juiz provam que o bolsonarismo nunca priorizou o enfrentamento às facções criminosas. Diante do pragmatismo eleitoral, Moro agora minimiza os fatos que ele mesmo escreveu, classificando-os como “divergências do passado” para justificar sua aliança com o PL contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A contradição da aliança conservadora é reforçada pelo histórico de ataques mútuos. Em 2022, Flávio Bolsonaro acusou publicamente Moro de cometer abusos de autoridade e ilegalidades que resultaram na justa anulação dos processos da Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal.






