Vínculo de Daniella Marques o Digimais já bate Flávio Bolsonaro
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência sofreu um novo abalo com a revelação de que sua coordenadora econômica, Daniella Marques, integrou o conselho de administração do Banco Digi+, instituição financeira que agora é alvo da Polícia Federal. A economista, que presidiu a Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro, teve passagem recente pelo conselho do banco, ligado a Edir Macedo e investigado por suspeitas de gestão fraudulenta e conexões com o Banco Master.
A informação adensa as suspeitas que pairam sobre o círculo próximo do senador. Flávio já enfrentava questionamentos sobre suas relações com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, especialmente após o episódio do pedido de apoio financeiro para a produção de um filme sobre seu pai, o que motivou pedidos de abertura de uma CPI.
O caso se agrava ao se conectar com políticas de proteção social. Em 2024, o Digi+ foi autorizado a operar empréstimos consignados para beneficiários do INSS. A autorização foi assinada por André Fidelis, então diretor de Benefícios do instituto, que posteriormente foi preso em um escândalo de fraudes previdenciárias. A conexão expõe a vulnerabilidade de aposentados e pensionistas, levantando debates sobre a captura de políticas públicas por interesses privados.
Para a pré-campanha de Flávio, que tenta se firmar com um discurso de responsabilidade e competência técnica, o desgaste é significativo. A presença de uma figura central de sua equipe ligada a uma instituição sob investigação da PF fragiliza a narrativa de reconstrução da confiança e fornece munição a adversários. O episódio se soma a uma semana de tensões internas no bolsonarismo, ampliando os desafios para a consolidação do projeto presidencial do senador.






