Flávio Bolsonaro diz a Trump que tarifas ajudariam Lula na eleição.
Em audiência nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu que a aplicação de novas tarifas comerciais contra o Brasil fortaleceria o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar viajou a Washington ao lado do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, para depor no Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que estuda impor uma sobretaxa de 25% a produtos brasileiros sob a Seção 301.
A investigação norte-americana analisa temas como desmatamento, big techs e o sistema Pix. Enquanto o senador tentou classificar a ausência do Itamaraty na sessão como omissão, o governo federal esclareceu que a audiência é voltada majoritariamente ao setor privado, não exigindo representação oficial de Estado.
A ofensiva da oposição nos EUA gera receio entre os próprios aliados de Flávio. Há o temor de que a pressão por sanções prejudique a economia nacional e acabe isolando a extrema-direita, já que o risco de um novo “tarifaço” contra o país surge justamente na esteira do lobby anterior feito por Eduardo Bolsonaro em solo americano.
Durante seu depoimento, o senador defendeu o Pix e mencionou investigações sobre corrupção, mas omitiu suas próprias ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido no caso do Banco Master.






