Economia

FGV: Poder de compra da população sustenta forte crescimento econômico em maio

A economia brasileira demonstrou resiliência e voltou a crescer em maio, com uma alta de 0,7% em relação a abril. O principal motor desse avanço, segundo dados do Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados nesta segunda-feira (20), foi o consumo das famílias, que reflete a melhora no poder de compra da população e a confiança na estabilidade econômica promovida pelas políticas públicas.

No trimestre móvel encerrado em maio, o consumo das famílias registrou uma expansão robusta de 3,3%, o maior patamar desde o final de 2024. Mais de 60% desse resultado vieram do consumo de serviços e da aquisição de bens duráveis, indicando um aquecimento significativo do mercado interno. O resultado positivo de maio retoma a trajetória de crescimento, após uma leve retração em abril (-0,1%) e estabilidade em março (0%).

Apesar de o indicador acumulado em 12 meses apontar uma acomodação no ritmo de crescimento, com alta de 1,7%, a força do consumo interno se destaca como pilar da atividade econômica. A coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, observa que o desempenho se concentra na demanda das famílias, enquanto outros setores, como a indústria, mostram menor fôlego.

Outros componentes da economia também apresentaram números positivos. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos em máquinas e na construção, teve expansão de 2% no trimestre, consolidando uma trajetória de recuperação. As exportações cresceram 4,3% e as importações, 8,9%, sinalizando a manutenção da dinâmica do comércio exterior.

As projeções para o fechamento de 2026 indicam um cenário de crescimento contínuo. Enquanto o mercado financeiro, por meio do Relatório Focus, prevê uma alta de 1,99% para o PIB, a estimativa do Ministério da Fazenda é mais otimista, projetando uma variação positiva de 2,3% para a economia brasileira.