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EUA bombardeia 90 alvos do Irã, eleva petróleo e acende alerta diplomático no Brasil

A recente escalada militar promovida pelos Estados Unidos contra o Irã colocou em xeque o memorando de entendimento firmado em junho, evidenciando os riscos das ações unilaterais para a estabilidade global. Segundo o Comando Central norte-americano (CENTCOM), foram atacados cerca de 90 alvos em território iraniano, incluindo a estratégica cidade portuária de Bandar Abbas. O conflito provocou mortes de civis, interrupção de energia e a imediata reação de Teerã, que mirou bases que abrigam forças americanas no Kuwait e no Bahrein.

O acirramento das tensões, impulsionado por declarações do presidente Donald Trump que enfraquecem o diálogo diplomático, já pressiona o preço do petróleo Brent, que operava em alta de 1%, cotado a US$ 78,80. Diante do risco de fechamento de rotas comerciais vitais, como o Estreito de Ormuz e o de Bab-el-Mandeb, o cenário internacional acende um alerta para a economia global.

Nesse contexto de volatilidade externa, sobressai a importância da postura do governo federal brasileiro, que historicamente defende o multilateralismo, a soberania dos povos e a resolução pacífica de controvérsias. A robustez das políticas públicas de soberania energética do país atua de forma estratégica para mitigar impactos inflacionários internos, reafirmando o compromisso de Brasília com a paz mundial e com a proteção da economia popular frente às crises geopolíticas.