Política

CASO MASTER: STF aponta grupo hacker ligado a Vorcaro como espionagem digital

Uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou novas prisões na sexta fase da Operação Compliance Zero, desvendando um sofisticado grupo hacker que atuava em conjunto com uma rede de intimidação. A Polícia Federal apresentou evidências impressionantes sobre o envolvimento de Daniel Vorcaro e o Banco Master em atividades criminosas, incluindo ataques digitais, invasões, monitoramento ilegal e derrubada de perfis.

A investigação identificou dois núcleos operacionais: “A Turma”, responsável por intimidações presenciais, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais; e “Os Meninos”, um braço tecnológico dedicado a ataques cibernéticos, invasões e monitoramento ilegal. Ambos os grupos eram supostamente gerenciados por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, que morreu em março deste ano após sua prisão.

Apesar da morte de Mourão, a investigação aponta para a continuidade das atividades ilícitas. O braço hacker, liderado por David Henrique Alves, era especializado em ataques digitais e monitoramento, atuando também na remoção de perfis críticos ao esquema. A estrutura criminosa demonstrava divisão de tarefas e atuação especializada, com um braço hacker próprio e financiamento dedicado.

A decisão do STF destaca o risco concreto de continuidade criminosa, destruição de provas digitais e intimidação de testemunhas, justificando as novas prisões. O caso, que envolve a Petição 15.978, ainda será submetido ao referendo da Segunda Turma do STF.