Política

Ativistas Brasileiros Desaparecem em Ação Humanitária em Gaza: Israel Sob Acusação de Captura em Massa

Um cenário alarmante se desenha na região da Palestina, com a denúncia de que pelo menos 428 ativistas de direitos humanos estão desaparecidos. A Global Sumud Flotilla (GSF) aponta o dedo para as autoridades de Israel, acusando-as de ordenar a captura desses militantes. Entre os desaparecidos, há uma preocupação especial com quatro brasileiros: Beatriz Moreira, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens; Ariadne Teles, advogada de direitos humanos e coordenadora da GSF no Brasil; Thainara Rogério, desenvolvedora de software com cidadania espanhola; e Cássio Pelegrini, médico pediatra.

As três mulheres foram detidas juntas, enquanto Pelegrini se encontrava no penúltimo barco interceptado, que chegou perigosamente perto de Gaza, a menos de 100 milhas náuticas da costa. Lideranças da GSF relatam a total ausência de notícias sobre o paradeiro dos brasileiros. O Estado de Israel, além de não fornecer atualizações sobre os desaparecidos, tem negado acesso consular e a possibilidade de contato com advogados, o que aumenta o temor de torturas, violência sexual e outras agressões.

A Embaixada do Brasil em Tel Aviv confirmou que os ativistas serão levados ao porto de Ashdod e posteriormente encaminhados ao centro de detenção de Ktzi’ot. Há uma expectativa de que as visitas consulares sejam liberadas a partir desta quinta-feira (21).

Os números da Organização das Nações Unidas (ONU) pintam um quadro sombrio: de 2008 até a última segunda-feira (18), 7.455 palestinos foram assassinados, em contraste com 375 mortes de israelenses. A maioria das vítimas palestinas, 4.421, eram civis mortos em Gaza, Rafah e Khan Yunis por ataques aéreos. A Palestina acumula ainda mais de 165 mil feridos, com maior concentração na Cisjordânia. Um dado chocante é que mais de 72 mil pessoas morreram pela inalação de gás lacrimogêneo.