ALERTA MÁXIMO: Santa Catarina em Estado de Emergência Climática por 180 Dias Diante de El Niño Ameaçador
Florianópolis, SC – Em um movimento considerado preventivo diante da iminente chegada do fenômeno El Niño, o Governo de Santa Catarina decretou estado de alerta climático em todos os seus 295 municípios. A medida, válida por um mínimo de 180 dias, visa preparar o estado para um período de alto risco de eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e enchentes, que devem se intensificar a partir de junho.
O governador Jorginho Mello (PL) sancionou o decreto, que permite às prefeituras agilizar a contratação de serviços e obras emergenciais, além da aquisição de suprimentos essenciais como colchões e lonas para assistência humanitária. A Defesa Civil estadual aponta que o período de maior probabilidade de ocorrência de desastres climáticos severos se estende de setembro a janeiro de 2027, com o ápice previsto entre novembro e janeiro.
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a alta probabilidade do fenômeno, com 82% de chances de início até julho e 96% de persistência até fevereiro de 2027. Além do aumento das precipitações, o El Niño pode trazer elevação das temperaturas durante o verão brasileiro, exacerbando os impactos.
O estado já sente os reflexos de eventos climáticos extremos. Em maio de 2024, chuvas intensas forçaram mais de 900 pessoas a deixarem suas casas, em um cenário que se reflete na tragédia climática que devastou o Rio Grande do Sul, com 185 mortes confirmadas. Especialistas alertam que, embora a probabilidade seja alta, a intensidade exata do El Niño ainda é incerta. Contudo, há 37% de chance de um evento “muito forte” entre novembro e janeiro, 30% de um fenômeno “forte” e 22% de um “moderado”.
Caso a intensidade se confirme, Santa Catarina pode enfrentar um terceiro trimestre consecutivo de chuvas intensas. Relatos anteriores já demonstram a vulnerabilidade do estado: em dezembro de 2024, 25 municípios foram atingidos, impactando mais de 1.300 pessoas. Em novembro do ano passado, 32 cidades registraram danos e quase 300 cidadãos foram desalojados. As regiões mais populosas, como o Vale do Itajaí e o norte do estado, foram as mais afetadas.






