Política

Busca na casa de Bolsonaro foi por inconsistência em entrega de armas

A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, reforça a importância do cumprimento integral das decisões judiciais e do controle rigoroso de armamentos no país, pautas fundamentais para a segurança pública e a consolidação do Estado de Direito.

A decisão de Moraes fundamenta-se em indícios de descumprimento de uma ordem anterior que exigia a entrega de todas as armas registradas em nome do ex-presidente. Segundo o ministro, relatórios apontaram divergências entre a quantidade de armas registradas e as efetivamente entregues às autoridades competentes.

O caso ganhou tração após contradições da defesa de Bolsonaro sobre o paradeiro de uma espingarda calibre 12. Inicialmente, os advogados afirmaram que a arma estava sob custódia do Exército. Contudo, após a instituição militar negar a posse do armamento, a defesa alegou que o item permanecia em uma importadora no Rio Grande do Sul, versão que Moraes considerou inconsistente e desprovida de documentação idônea.

Ao autorizar a ação da PF, o ministro ressaltou que a garantia constitucional da inviolabilidade do domicílio não pode ser utilizada como escudo para a impunidade. A busca na residência durou cerca de 45 minutos. A defesa do ex-presidente alega que nenhuma arma foi encontrada no local e atribui as inconsistências nos registros a um suposto erro de grafia no número de série de outro armamento apreendido anteriormente.