CASO MASTER: Empresa ligada a André Mendonça recebeu verba da Prefeitura de SP
A revelação de que uma empresa privada ligada ao ministro do STF André Mendonça recebeu R$ 183 mil da Prefeitura de São Paulo adicionou um novo componente político ao já conturbado ambiente em torno do chamado “inquérito Bolsomaster”. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e rapidamente incendiou o debate nas redes sociais.
O caso ganhou dimensão por envolver justamente o magistrado responsável pela relatoria da investigação que atinge setores próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Embora não haja, até o momento, qualquer acusação formal de irregularidade contra Mendonça, críticos apontam que a revelação amplia o desgaste político em torno da relação entre poder público, interesses privados e figuras centrais da República.
No centro da controvérsia está também a gestão do prefeito paulistano Ricardo Nunes. A administração municipal já vinha sendo alvo de questionamentos após autorizar cerca de R$ 108 milhões em incentivos públicos destinados a projetos ligados ao filme Dark Horse, produção associada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A obra, que retrata a ascensão de Vorcaro no sistema financeiro, passou a ser vista por adversários políticos como símbolo da proximidade entre agentes públicos, grupos econômicos e personagens influentes do cenário conservador brasileiro.
A sucessão de episódios ocorre em um momento de forte polarização institucional e tende a alimentar novas cobranças por transparência sobre contratos públicos, incentivos culturais e vínculos entre autoridades e empresas privadas. Até agora, nem André Mendonça nem Ricardo Nunes foram acusados oficialmente de ilegalidades relacionadas aos fatos divulgados.






