TENSÕES GEOPOLÍTICAS DIMINUEM E BOLSA BRASILEIRA RECUPEIRA TERRENO
Mercados globais operam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, impulsionados por um clima de otimismo gerado pela aparente diminuição das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente americano, Donald Trump, indicou que as negociações com Teerã estão em “estágios finais”, o que contribuiu para um cenário mais positivo, refletido na recuperação da bolsa brasileira.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma alta expressiva de 1,77% na quarta-feira, alcançando 177.355 pontos. Essa recuperação, a maior diária desde abril, foi precedida por uma forte queda no dia anterior e é vista como um reflexo do alívio no cenário internacional e da retomada parcial da circulação de navios no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo.
Na Europa, as bolsas também operam em território positivo, com destaque para a Eutelsat, operadora global de satélites, cujas ações dispararam 10% no dia, ampliando a valorização semanal para 22%. A empresa é vista como uma concorrente europeia da SpaceX.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam próximos da estabilidade. Apesar de a fabricante de chips Nvidia ter superado as expectativas de lucro no primeiro trimestre e elevado seus dividendos, suas ações recuaram cerca de 1% no pré-mercado, em meio à realização de lucros após uma forte valorização impulsionada pelo avanço da inteligência artificial.
Investidores acompanham nesta quinta-feira a divulgação de importantes índices econômicos globais, como os PMIs de indústria e serviços nos Estados Unidos, zona do euro e Japão. No Brasil, a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) e os dados de arrecadação federal de abril são os focos de atenção.
No cenário corporativo brasileiro, o Banco do Brasil aprovou a distribuição antecipada de R$ 340,7 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) para o segundo trimestre, um valor que será pago em 11 de junho.
Os preços do petróleo também seguem em alta, com investidores atentos às negociações entre EUA e Irã, além de uma oferta restrita e estoques americanos em baixa.






