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Sucesso do Pix vira pretexto para tarifaço dos Estados Unidos

O Pix, uma das políticas públicas de inclusão financeira mais bem-sucedidas do Brasil, virou alvo do governo dos Estados Unidos. A gestão de Donald Trump utilizou a ferramenta de pagamentos instantâneos como justificativa para impor uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), o sistema público brasileiro geraria uma “concorrência desigual” contra corporações americanas do setor financeiro.

Desenvolvido pelo Banco Central, o Pix democratizou o fluxo de capitais no país, reduzindo drasticamente os custos para pequenos negócios que antes dependiam de taxas abusivas de cartões privados. Pesquisa do Sebrae e do Ipespe aponta que 59% dos pequenos empreendedores e 97% dos microempreendedores individuais (MEIs) utilizam a ferramenta como principal meio de recebimento. Em 2025, o sistema movimentou R$ 35,4 trilhões em cerca de 80 bilhões de transações, consolidando-se como um patrimônio do povo brasileiro.

Soberania nacional e a busca por alternativas ao dólar

A ofensiva de Washington mira o papel regulador e operador do Banco Central brasileiro, além do avanço do projeto do Pix Internacional, que promete facilitar transferências externas e reduzir a dependência global do dólar. O relatório norte-americano também ataca decisões soberanas do STF sobre plataformas digitais e o ambiente regulatório nacional. Em resposta, o governo brasileiro rejeitou as pressões externas, reafirmando que as medidas nacionais seguem estritamente a legislação e a soberania do país.