Prefeita evangélica que nomeou 12 pastores como secretários tem maior rejeição do país
**Campo Grande em Crise: Prefeita Registra Rejeição Histórica e Nomeia Pastores para Cargos-Chave**
Campo Grande, MS – A gestão da prefeita Adriane Lopes (PP) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, alcançou índices alarmantes de reprovação popular, sendo a maior entre as capitais do país, segundo pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência. O levantamento aponta que 90% da população desaprova a administração, com apenas 7% de aprovação.
A pesquisa, realizada entre 16 e 20 de março com 1.000 eleitores, revela um cenário desolador: 80% consideram a gestão ruim ou péssima. O estudo, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais, também indica que 13% classificam a administração como regular e apenas 4% como boa ou ótima.
O alto índice de rejeição coincide com a prática da prefeita de transformar a administração municipal em um reduto de lideranças da Igreja Assembleia de Deus Missões (IADMCG). Doze pastores foram nomeados para gerenciar setores estratégicos da gestão pública, incluindo áreas cruciais como licitações, contratações e políticas públicas. O custo mensal dessas nomeações ultrapassa os R$ 130 mil, segundo levantamento local.
O orçamento municipal de R$ 6,9 bilhões previsto para 2026 está, em grande parte, sob o comando de pastores evangélicos. Isaac José de Araújo, Secretário de Fazenda e um dos pastores nomeados, antes atuava na contabilidade interna da igreja. Outras áreas como regulação, mobilidade urbana, saúde e educação também contam com a presença de líderes religiosos em posições de destaque. A Secretaria de Saúde, com orçamento de R$ 2 bilhões, tem quatro pastores envolvidos na gestão financeira e em processos de licitação.
Em paralelo à crise administrativa, a prefeita Adriane Lopes sancionou recentemente uma lei que restringe o uso de banheiros femininos por mulheres trans, determinando que apenas “mulheres biológicas” possam utilizá-los. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) já acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para questionar a constitucionalidade da lei municipal, argumentando que ela segrega mulheres trans e travestis e cria um ambiente de constrangimento. A prefeita, por sua vez, defende a medida como uma forma de “resguardar o direito das mulheres”.





