Polícia investiga reativação de banco extinto na gestão bolsonarista Cláudio Castro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (25) a “Operação Lázaro” para investigar um esquema de reativação de um banco extinto há 60 anos, durante a gestão do governador Cláudio Castro (PL). A suspeita é de uma fraude para assumir a titularidade de terras e precatórios avaliados em bilhões de reais.
As investigações apontam que um grupo de supostos acionistas conseguiu restabelecer o registro do Banco Crédito Móvel, que encerrou suas atividades em 1964. A manobra teria sido viabilizada pela Junta Comercial do Rio de Janeiro (Jucerja), mesmo com pareceres técnicos e decisões judiciais contrárias.
O objetivo do grupo, segundo a polícia, era reivindicar um crédito bilionário referente à desapropriação de uma área de 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes, região de forte especulação imobiliária. Foram alvos de busca e apreensão o vice-presidente da Jucerja, Affonso D’Anzicourt Silva, e outros dirigentes do órgão.
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O governador Cláudio Castro (PL) ao lado do ator Márcio Garcia e do empresário Rodrigo Garcia, sócio do banco reativado.
O caso ganhou notoriedade ao envolver figuras próximas ao poder estadual. Uma das atas da empresa reativada nomeou Mariana Felippe, esposa do deputado estadual Jorge Felippe Neto (PL), para uma diretoria. O próprio governador foi fotografado em um evento ao lado do ator Márcchio Garcia e de um dos sócios do banco.
A reativação do banco foi marcada por uma longa batalha judicial. Após a Jucerja aprovar os registros contrariando a Procuradoria do Estado, a Justiça Federal interveio em maio de 2025, anulando as decisões do órgão fluminense e de um ato anterior do governo federal que as validava, restabelecendo a legalidade.
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Tapumes em terreno no Recreio, erguidos em nome do banco reativado, foram demolidos em operação da prefeitura com o Ministério Público.






