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PERU: Promotor pede prisão de candidato da esquerda que foi para o 2º turno na eleição presidencial

O candidato presidencial de esquerda Roberto Sánchez, do partido Juntos pelo Peru, enfrenta acusações de crimes financeiros apresentadas pelo Ministério Público do país. A promotoria pede a condenação de Sánchez a cinco anos e quatro meses de prisão, além de sua inabilitação permanente para o cargo.

As acusações surgiram logo após a confirmação de que Sánchez avançou para o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorrerá em 7 de junho. Ele disputará a vaga contra a conservadora Keiko Fujimori.

A promotoria alega que Sánchez apresentou declarações financeiras falsas entre 2018 e 2020, omitindo mais de 280 mil soles peruanos (cerca de US$ 81.720) em contribuições de campanha e taxas de filiação, que teriam sido recebidas por ele e seu irmão, William Sánchez.

A defesa de Sánchez refuta as acusações, classificando os problemas nas declarações como “erros de digitalização” e não crimes. O advogado do candidato também aponta que a responsabilidade pelas demonstrações financeiras seria do tesoureiro do partido, e não de Sánchez. Um juiz decidirá em 27 de maio se o caso irá a julgamento.

As acusações contra Sánchez ocorrem em um contexto de instabilidade política no Peru, marcado por crises e mudanças frequentes de governo. Para seus apoiadores, o candidato representa uma voz para as maiorias trabalhadoras do campo, com propostas de nacionalização de recursos naturais, uma nova constituinte e ampliação de direitos trabalhistas. Sánchez foi ministro do Comércio Exterior e Turismo no governo de Pedro Castillo, de quem é aliado.