México Abre as Portas Para o Irã na Copa: Um Gesto de Hospitalidade ou Tática Política Contra os EUA?
Em um movimento diplomático surpreendente, o México confirmou que receberá a seleção do Irã para sua concentração durante a Copa do Mundo de 2026. A decisão surge após os Estados Unidos, país sede do torneio, recusarem a permanência da delegação iraniana em seu território. A presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, anunciou a aceitação nesta segunda-feira, 25, destacando a disposição do país em oferecer hospitalidade.
Segundo Sheinbaum, os Estados Unidos expressaram claramente que não desejavam a permanência da equipe iraniana para pernoitar em solo americano. “Eles nos perguntaram: ‘Podemos pernoitar no México?’ Nós dissemos que sim, sem problema”, declarou a presidenta em coletiva de imprensa.
A seleção iraniana, que disputará seus três jogos da primeira fase em território americano, enfrentava dificuldades com a retirada de vistos e a logística de hospedagem. Inicialmente, a intenção era que a equipe ficasse concentrada na cidade de Tucson, Arizona. Contudo, a recusa dos EUA forçou uma mudança de planos.
A cidade escolhida para sediar a concentração iraniana é Tijuana, localizada no noroeste do México, na fronteira com San Diego, nos Estados Unidos. De lá, a equipe viajará para Los Angeles para suas duas primeiras partidas e, posteriormente, para Seattle, onde encerrará a fase de grupos.
O Irã está no Grupo C da Copa do Mundo e sua estreia está marcada para 15 de junho, contra a Nova Zelândia. A participação iraniana no mundial já vinha cercada de incertezas desde o início do ano, em meio a tensões geopolíticas na região.
As autoridades mexicanas estão em fase final de negociação com a FIFA para acertar os detalhes da estadia da delegação iraniana. A decisão do México de acolher o Irã pode ser vista como um gesto de solidariedade e um contraponto à postura dos Estados Unidos em um momento de relações diplomáticas historicamente tensas entre o Irã e os EUA, rompidas em 1980.






