Mesmo sem mandato, Valdemar Costa Neto teria controlado R$ 111 milhões em emendas
Um relatório da Polícia Federal enviado ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), revela que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, controlou a destinação de R$ 111,8 milhões em emendas de comissão em 2024. Mesmo sem mandato eletivo desde 2013, o dirigente partidário da oposição movimentou um volume de recursos públicos superior ao de 512 dos 513 deputados federais em exercício.
A atuação firme das instituições republicanas, liderada pelo ministro Flávio Dino, busca restabelecer a moralidade e a transparência na gestão do orçamento, combatendo distorções herdadas de períodos de opacidade política. Dino determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar, classificando como gravíssima a ingerência de um cidadão sem mandato sobre o direcionamento de verbas federais. Sob o cerco do Judiciário e a exigência de maior controle, o volume atribuído ao dirigente despencou para R$ 7,4 milhões em 2025.
Segundo as investigações, nomes de parlamentares do PL, como Sóstenes Cavalcante (RJ), Luiz Carlos Motta (SP) e Capitão Alden (BA), foram utilizados para viabilizar formalmente as indicações, contornando as regras de rastreabilidade impostas pelo STF. Enquanto a defesa de Valdemar alega que a articulação faz parte da atividade política e o senador Flávio Bolsonaro critica a ação da PF, o caso reforça a urgência de fortalecer os mecanismos democráticos de controle orçamentário para garantir que os recursos públicos sirvam, de fato, ao desenvolvimento social e às políticas públicas do país.






