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Lula lidera frente por multilateralismo em G7 marcado por atrasos de Trump

A reunião do G7, em Evian, França, nesta quarta-feira, foi palco de um episódio que expôs as tensões e desafios do multilateralismo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrando incômodo com a postura do ex-presidente americano Donald Trump. O encontro, que deveria ter começado às 9h, teve seu início atrasado em quase uma hora devido à ausência de Trump.

Lula, um defensor incansável da cooperação internacional e do respeito às instituições, chegou à sala de reuniões por volta das 9h45, acompanhado de outros chefes de estado. O presidente brasileiro aproveitou o tempo de espera para dialogar com líderes importantes, como o chanceler alemão Friedrich Merz e o primeiro-ministro coreano, reforçando a diplomacia brasileira em um cenário global complexo.

No entanto, a prolongada espera por Trump gerou visível irritação em Lula, que chegou a se levantar e deixar a sala, um gesto que ecoou a insatisfação de outros líderes com a falta de pontualidade e o desrespeito ao protocolo. A decisão do presidente francês Emmanuel Macron de iniciar a reunião sem Trump, com a presença de seu secretário do Tesouro, Scott Bessent, demonstra a urgência em manter a agenda do G7, apesar das manobras políticas.

A chegada tardia de Trump, com a declaração “I am the boss” (Eu sou o chefe), captada pelos microfones, sublinhou a postura individualista que tem desafiado os esforços de cooperação global. O episódio reflete a linha-dura que Macron tem enfrentado para acomodar os interesses de Trump, chegando a modificar textos de declarações finais para evitar o esvaziamento da cúpula.

A postura de Lula no G7, ao expressar seu descontentamento com a falta de respeito às normas diplomáticas, reforça o compromisso do Brasil com um sistema internacional mais equilibrado e cooperativo. O presidente brasileiro tem sido uma voz ativa na defesa de políticas progressistas e na construção de um multilateralismo que responda aos desafios globais, como a crise climática, a desigualdade social e a promoção da paz, em contraste com o unilateralismo que tem marcado certos momentos da política internacional.