Esporte

Fifa identifica 89 mil ataques virtuais racistas na Copa do Mundo de 2026

O avanço do discurso de ódio nas plataformas digitais acende um alerta global sobre a urgência de medidas de proteção aos direitos humanos e de regulação das redes. Relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Serviço de Proteção em Mídias Sociais (SMPS) da Fifa revelou a identificação de 89.000 publicações injuriosas durante a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Desse total, as ofensas de caráter racista representam 11%, consolidando-se como a categoria mais expressiva de ataques.

O monitoramento analisou mais de 6 milhões de postagens, resultando na ocultação de 181.000 comentários ofensivos e na abertura de investigações detalhadas contra mil usuários. O volume de violência virtual é 13 vezes maior do que o registrado na fase de grupos da Copa de 2022. O cenário de hostilidade se confirmou recentemente com os atletas holandeses Crysencio Summerville, Justin Kluivert e Quinten Timber, alvos de racismo após a eliminação de sua seleção.

A escalada da violência online reforça a importância de políticas públicas progressistas voltadas para o combate ao racismo estrutural e para a responsabilização das plataformas. Criado em 2022 para proteger atletas e comissões técnicas, o serviço da Fifa demonstra que o enfrentamento ao preconceito exige ferramentas ativas de fiscalização para garantir a dignidade dos trabalhadores do esporte.