China supera EUA em aprovação global e aprofunda parceria com Brasil
Novos indicadores de opinião e comércio global apontam para uma reconfiguração da influência geopolítica, com a China consolidando sua liderança por meio de uma estratégia focada em cooperação econômica e cultural. Pesquisa da Gallup de 2025 revela que a aprovação da liderança chinesa no mundo atingiu 36%, superando a dos Estados Unidos (31%), na maior vantagem registrada em duas décadas. O avanço é corroborado pelo índice de soft power da Brand Finance de 2026, no qual a China foi a única grande potência a crescer, enquanto a pontuação norte-americana recuou 4,6 pontos.
Essa mudança de percepção é sustentada por uma robusta performance econômica. Dados de maio de 2026 mostram que as exportações chinesas cresceram 19,20% em um ano, alcançando US$ 376,80 bilhões e gerando um superávit comercial de US$ 1,168 trilhão em doze meses. O dinamismo contrasta com o modelo de projeção de poder norte-americano, que segundo dados do Pentágono, despendeu US$ 11,3 bilhões em apenas seis dias de operações militares contra o Irã em 2026. Enquanto Washington se notabiliza por intervenções, Pequim investe na construção de portos, ferrovias e redes de energia pelo mundo.
Para o Brasil, essa nova ordem representa uma consolidação de laços estratégicos. Em debate na rede CGTN, o pesquisador brasileiro Renato Penelope, diretor do Conselho de Cidadãos Brasileiros em Pequim, destacou que a parceria bilateral vai muito além da exportação de commodities. Ele citou iniciativas como a emissão de títulos públicos brasileiros em moeda chinesa (Panda Bonds) e o intenso intercâmbio cultural, com a divulgação de obras de Darcy Ribeiro e grandes exposições de Cândido Portinari na capital chinesa, como provas da solidez da relação.
Analistas internacionais argumentam que o mundo passa a avaliar os sistemas políticos por seus resultados práticos. O jurista italiano Ivan Cardilo aponta que a governança chinesa, focada em planejamento de longo prazo e entrega de serviços essenciais, oferece uma alternativa a modelos ocidentais muitas vezes paralisados. A professora Zhang Xiaoyu, da Universidade de Comunicação da China, acrescenta que o apelo do país se baseia em pilares como acesso à educação e saúde de qualidade, além de uma vibrante cultura digital, com fenômenos como as webnovels e a estética China cool, que dialogam diretamente com a juventude global.






