Carta de Marco Rubio a Flávio Bolsonaro revela oferta de transição
Uma correspondência oficial obtida com exclusividade expõe o profundo alinhamento entre a extrema-direita brasileira e o governo dos Estados Unidos. Em carta datada de 23 de junho de 2026, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, agradece o senador Flávio Bolsonaro pelo apoio à decisão de Washington de classificar facções como o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas.
O documento, no entanto, revela um movimento político de graves implicações para a soberania nacional. Rubio menciona que o governo dos EUA tomou nota da “generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição caso o senhor seja eleito” nas eleições de outubro. O gesto antecipa o resultado das urnas e sinaliza a disposição do parlamentar em submeter um eventual futuro governo à articulação direta com a diplomacia norte-americana.
A carta também detalha as fortes pressões comerciais impostas pelo governo de Donald Trump contra o Brasil. O secretário de Estado cita uma investigação que considera políticas brasileiras “discriminatórias” ao comércio dos EUA, com ameaças de retaliação. As disputas envolvem setores estratégicos para o desenvolvimento do país, como o comércio digital, o sistema de pagamentos eletrônicos, a proteção de propriedade intelectual e as tarifas sobre o etanol.
Em análise sobre o episódio, o ex-ministro José Dirceu afirmou que a correspondência confirma a submissão da candidatura de Flávio Bolsonaro aos interesses de Washington. “A carta mostra que ele vincula sua candidatura aos interesses norte-americanos e à interferência dos Estados Unidos nos assuntos internos do Brasil. Dependência política gera dependência econômica, tecnológica e militar. Quem aceita essa condição entrega sua soberania. O que Flávio Bolsonaro está fazendo é traição à pátria”, declarou Dirceu.






