Política

Lula lidera com a menor rejeição entre os nomes para 2026

Uma nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (6), revela um importante capital político para o presidente Lula (PT): sua imagem pessoal é a que apresenta o menor desgaste entre os principais nomes cotados para a disputa presidencial de 2026. Mesmo em um cenário polarizado, o presidente se sobressai em comparação a seus adversários diretos.

De acordo com o levantamento, 48% dos eleitores têm uma imagem positiva de Lula, contra 52% que o avaliam negativamente. Embora o saldo seja negativo, este é o melhor resultado líquido entre todas as figuras políticas testadas. Em situação mais desfavorável, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 42% de avaliação positiva e 56% negativa, seguido por seu filho, Flávio Bolsonaro (PL), com 37% de aprovação e 59% de rejeição.

Outros nomes da direita, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), também apresentam balanços mais negativos, com 31% e 28% de imagem positiva, respectivamente. O dado consolida a percepção de que, individualmente, Lula mantém uma base de apoio e uma rejeição mais contida, um ativo crucial para a competitividade eleitoral.

Políticas sociais sustentam aprovação

A pesquisa ajuda a entender os pilares dessa resiliência. As políticas sociais do governo federal são o grande destaque, com aprovação massiva. A gratuidade de medicamentos via Farmácia Popular é considerada um acerto por 82% dos entrevistados, um sucesso retumbante. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil (79%) e o programa Desenrola (65%) também são amplamente celebrados pela população.

O desgaste do governo, por outro lado, concentra-se em pautas econômicas e fiscais, como a discussão sobre o arcabouço fiscal (43% consideram erro) e a retirada de estatais do plano de privatização (48%). Isso indica que o apoio popular está firmemente ancorado nas ações que impactam diretamente a vida das pessoas, e não em debates macroeconômicos.

Apesar de uma percepção ainda majoritariamente negativa sobre a situação atual do país (55%), há um horizonte de otimismo. A maioria dos entrevistados acredita que a situação de sua própria família (43%) e o mercado de trabalho (39%) irão melhorar nos próximos seis meses, um sinal de que as políticas de reconstrução começam a gerar esperança na população.