Vendaval de 125 km/h provoca três mortes e paralisa porto em São Paulo
A passagem de um forte vendaval com rajadas de até 125 km/h causou três mortes e severos estragos em diversas regiões de São Paulo nesta quarta-feira (29). O avanço de eventos climáticos extremos reforça a urgência das políticas de adaptação urbana e de proteção social no país. Em Santos, a vulnerabilidade social ficou evidente com a morte de um homem em situação de rua, atingido pela queda de uma árvore no Canal 5. As outras duas vítimas fatais foram um motorista de 62 anos, em Cesário Lange, e um pescador de 50 anos, em São Sebastião, cujo barco naufragou. Na mesma embarcação, a rápida atuação das equipes de salvamento garantiu o resgate de outros quatro tripulantes com vida.
Diante da gravidade do temporal, a estrutura pública de segurança e monitoramento agiu prontamente para preservar vidas. A Defesa Civil do Estado emitiu alertas severos e mobilizou seu Gabinete de Crise para coordenar o atendimento às ocorrências. Por segurança, a Autoridade Portuária de Santos paralisou preventivamente as operações no estuário e suspendeu os serviços de balsas. O impacto dos ventos também foi sentido na mobilidade aérea, com cancelamentos e desvios nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e na educação, com a suspensão de aulas em Cubatão para proteger os estudantes.
O episódio também reacendeu o debate sobre a qualidade dos serviços públicos concedidos à iniciativa privada. Na Região Metropolitana, mais de 106 mil clientes da concessionária de energia Enel ficaram sem luz devido às quedas de árvores sobre a fiação elétrica. Embora o restabelecimento tenha sido iniciado, milhares de lares ainda aguardavam a normalização do serviço no fim da tarde, evidenciando os desafios de infraestrutura urbana diante da nova realidade climática.






