Brasil e China lideram articulação global para democratizar governança de IA
O governo brasileiro deu mais um passo histórico na consolidação de sua política externa ativa e multilateral. Ao lado da China e de outras 28 nações, o Brasil oficializou nesta sexta-feira (17), em Xangai, a criação da Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial. A assinatura do tratado ocorreu durante a abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial, consolidando o protagonismo do país na construção de uma governança tecnológica mais justa e inclusiva.
A iniciativa, que nasceu para atender ao chamado do Sul Global, foi celebrada pelo presidente chinês, Xi Jinping. Em seu discurso, o líder destacou que o desenvolvimento da IA não deve ser um monopólio de poucas potências, mas sim uma “sinfonia de cooperação internacional”. A criação da entidade consolida uma visão proposta inicialmente em 2025 pelo primeiro-ministro Li Qiang, que alertava para os riscos de fragmentação da governança tecnológica global.
Com o apoio do secretário-geral da ONU, António Guterres, e de diversas lideranças internacionais, os países fundadores defendem que a inteligência artificial seja tratada como um bem público internacional em benefício da humanidade. O principal objetivo do bloco é reduzir o abismo digital e socioeconômico entre as nações do Norte e do Sul global, garantindo transferência de tecnologia e cooperação em bases equitativas.
Além de Brasil e China, integram o grupo fundador da nova organização: África do Sul, Argélia, Belarus, Camboja, Camarões, Cazaquistão, Congo, Cuba, Etiópia, Indonésia, Laos, Lesoto, Malásia, Moçambique, Myanmar, Nicarágua, Omã, Paquistão, Quênia, Quirguistão, Rússia, Senegal, Sérvia, Tajiquistão, Uzbequistão, Venezuela e Zâmbia.






