PF encaminha demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo público
A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Eduardo Bolsonaro (PL) e encaminhou ao Ministério da Justiça a recomendação para sua demissão do cargo de escrivão da corporação. A decisão final sobre o desligamento caberá ao ministro Wellington Lima e Silva.
O processo foi instaurado no início deste ano, após o ex-deputado federal, que teve seu mandato cassado, não se reapresentar ao seu posto de origem na PF no Rio de Janeiro. Sem o foro privilegiado, ele deveria ter retomado suas funções como servidor público, o que não ocorreu. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, configurando abandono de cargo.
A assessoria jurídica do Ministério da Justiça analisa agora os ritos formais do processo, mas a posição da Polícia Federal sobre a demissão é considerada definitiva. Como parte do procedimento, o corregedor regional da PF no Rio de Janeiro já havia determinado que o ex-parlamentar entregasse sua carteira funcional e a arma de fogo da corporação.
A situação de Eduardo Bolsonaro se agrava no contexto de seus problemas com a Justiça. Em junho de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou por unanimidade pelo crime de coação no curso do processo. A Corte considerou comprovada sua atuação no exterior para intimidar autoridades e interferir em investigações no Brasil.
Recentemente, o governo do presidente norte-americano Donald Trump concedeu a ele um green card, que autoriza residência e trabalho permanentes nos EUA, movimento visto como um amparo político ao aliado em meio às suas pendências legais no Brasil.
Foto: Lula Marques / Agência Brasil






