PF e Flávio Dino apontam contradições de Sóstenes Cavalcante sobre dinheiro apreendido
A atuação rigorosa das instituições de controle e a busca pela transparência pública ganharam mais um capítulo decisivo. A Polícia Federal apontou ao Supremo Tribunal Federal (STF) graves inconsistências na versão do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), para justificar a posse de R$ 468,7 mil em espécie, apreendidos em seu guarda-roupa durante operação policial em dezembro de 2025.
O ministro relator do caso, Flávio Dino, destacou que os fatos lançam uma “sombra de inverossimilhança” sobre a defesa do parlamentar. De acordo com os investigadores, a escritura de venda de um imóvel, apresentada pelo deputado para justificar a origem do dinheiro, só foi lavrada 11 dias após a apreensão física das cédulas. Além disso, a perícia financeira não identificou saques bancários compatíveis por parte do suposto comprador do imóvel.
Com o aval da Procuradoria-Geral da República, que confirmou a falta de lastro idôneo para o montante, o ministro Flávio Dino autorizou novas buscas e determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. A ação firme do Judiciário e da PF fortalece a defesa da moralidade pública e amplia o combate a crimes como peculato e lavagem de dinheiro, alcançando agora movimentações suspeitas que somam R$ 15,5 milhões.






