Gestões Tarcísio e Nunes concentram 85% de convênios com banco de Edir Macedo
Documentos do Banco Digimais, instituição financeira ligada ao bispo Edir Macedo, revelam que as gestões do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo respondem por 85% da carteira de crédito consignado da instituição. A concentração de convênios com o funcionalismo público paulista ocorre justamente enquanto o banco enfrenta um cenário de fragilidade financeira, com rebaixamento de nota de risco e investigações pela Polícia Federal e pelo Banco Central.
A expansão do banco se deu majoritariamente em municípios paulistas administrados por prefeitos do PL, Republicanos e MDB, ou de partidos que compõem a base de apoio do governo estadual. A Prefeitura da capital, sozinha, representa 60% da operação, enquanto o governo estadual responde por outros 25%.
Relatório da agência de risco Moody’s, de abril de 2026, já havia rebaixado a nota do Digimais, apontando aumento do risco dos ativos e vulnerabilidade financeira. A Polícia Federal, por sua vez, investiga suspeitas de gestão fraudulenta e inserção de dados falsos em balanços contábeis, com questionamentos do Banco Central sobre operações financeiras da instituição.
O cenário levanta questionamentos sobre os critérios de análise de risco adotados pela Prefeitura de São Paulo e pelo governo estadual para firmar e manter os convênios. As administrações não informaram se tinham conhecimento dos alertas de mercado e das investigações em curso ao permitir a atuação do banco sobre a folha de pagamento de milhares de servidores.






