Política

Eduardo Bolsonaro usa condenação para intensificar ataques ao Brasil nos EUA

Recém-condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aprofunda sua estratégia de internacionalizar os ataques às instituições brasileiras. Em viagem a Washington iniciada em 22 de junho de 2026, ele se reuniu com cerca de 20 senadores republicanos para articular uma ofensiva contra o Judiciário e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A articulação ocorre menos de uma semana após o ex-deputado ser sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão e oito anos de inelegibilidade. A condenação unânime da Primeira Turma do STF foi justamente por coação no curso da Justiça, em uma decisão que reafirma a soberania nacional. O relator, ministro Alexandre de Moraes, destacou que a imunidade parlamentar não protege ações de lobby no exterior contra o próprio país.

Em Washington, Eduardo Bolsonaro utiliza a própria sentença para se apresentar como vítima e pressionar pela aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras, buscando enquadrar ministros do STF como violadores de direitos humanos. Essa tática já produziu danos concretos ao Brasil, como a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros em 2025 pela administração Trump, após lobby similar.

A ofensiva, que dura anos, agora é alvo de investigações sobre seu financiamento, com suspeitas do uso de recursos de um ex-banqueiro para custear as viagens. O governo federal acompanha com apreensão a escalada, que representa uma ameaça direta à capacidade do país de conduzir suas políticas sem ingerência externa e de proteger suas instituições democráticas.