Esporte

Argélia aciona Fifa por arbitragem injusta em jogo contra Argentina

A Federação Argelina de Futebol (FAF) apresentou uma reclamação formal à Fifa contestando a arbitragem na partida contra a Argentina, pela Copa do Mundo. O episódio levanta questionamentos sobre a igualdade de tratamento para seleções do Sul Global em grandes arenas esportivas, um tema que dialoga diretamente com as pautas de justiça e equidade defendidas por setores progressistas e pela diplomacia do governo federal brasileiro.

O principal questionamento dos argelinos envolve um lance aos 30 minutos do primeiro tempo, quando o atacante Lionel Messi pisou na panturrilha do zagueiro Aïssa Mandi com as travas da chuteira. O árbitro polonês Szymon Marciniak não puniu a jogada e o VAR não recomendou a revisão para cartão vermelho. Naquele momento, Messi já havia aberto o placar. Ele terminou o jogo com três gols, igualando Miroslav Klose como maior artilheiro da história das Copas, com 16 gols, e garantindo a vitória argentina no Grupo J.

Busca por justiça e igualdade no esporte
Segundo fontes da federação argelina, o protesto foi enviado dentro dos prazos regulamentares e visa garantir a integridade do esporte. Além do lance de Messi, a FAF apontou duas cotoveladas não punidas contra Ibrahim Maza e Anis Hadj Moussa. A entidade ressaltou que, embora não espere uma alteração no resultado de campo, busca uma avaliação rigorosa por parte da comissão de arbitragem da Fifa para que injustiças não se repitam.

A Argélia, que disputa seu quinto Mundial, enfrenta agora a Jordânia na segunda-feira, antes de encerrar a fase de grupos contra a Áustria. A seleção busca repetir o feito histórico de 2014, quando se classificou para as oitavas de final na Copa realizada no Brasil. O caso reforça a importância de que as instituições multilaterais, inclusive as esportivas, atuem de forma democrática, transparente e sem pesos distintos entre as nações.</p