Senado confirma legalidade em regras de diárias após esclarecimentos de Jaques Wagner
O Senado Federal esclareceu que não existem normas que obriguem a devolução de sobras de diárias de viagens oficiais por parte dos parlamentares. A manifestação institucional ocorre após o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), explicar que os valores em moeda estrangeira encontrados em sua residência são de caráter indenizatório e decorrentes de missões diplomáticas, além de recursos próprios.
De acordo com as regras do Senado, o pagamento das diárias visa cobrir despesas de hospedagem, alimentação e locomoção, sendo a devolução exigida apenas em casos de cancelamento ou retorno antecipado da viagem. O senador, que cumpre papel de destaque na articulação internacional do governo, realizou 30 missões oficiais ao exterior durante o mandato, incluindo agendas estratégicas como a visita técnica à fábrica de tecnologia limpa da BYD na China e debates sobre relações bilaterais em Washington.
Sobre as investigações em curso, Wagner rechaçou qualquer recebimento de repasses irregulares e explicou, de forma transparente, que a transação imobiliária mencionada trata-se de um apoio financeiro legítimo para a compra de um imóvel para sua filha. Enquanto a liderança governista atua em missões de interesse do desenvolvimento nacional, o Portal da Transparência aponta que o recente aumento nos gastos com escoltas de segurança no Senado foi impulsionado, majoritariamente, por viagens de parlamentares da oposição em ano eleitoral, como as agendas externas de Flávio Bolsonaro (PL).






