ESCÂNDALO FINANCEIRO: Casa de luxo nos EUA ligada a Eduardo Bolsonaro e dinheiro de Vorcaro
Uma mansão de US$ 726,3 mil (aproximadamente R$ 3,6 milhões) em Arlington, Texas, cidade que abriga o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, foi adquirida em uma operação que lança sombras sobre as finanças do ex-parlamentar e seu círculo. A compra envolve André Porciúncula, ex-secretário de fomento à cultura, e uma estrutura jurídica ligada ao advogado Paulo Calixto, que representa um fundo suspeito de receber verbas do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O fundo em questão é investigado pela Polícia Federal por supostamente financiar a produção do filme “Dark Horse”, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro. Documentos obtidos revelam que o imóvel foi comprado em fevereiro deste ano, com André Porciúncula assinando como representante da Mercury Legacy Trust. Esta trust, por sua vez, é controlada pela Calixsan Capital Management, empresa de Calixto e de um corretor de imóveis.
A Mercury Legacy Trust está registrada no mesmo endereço de um fundo por onde passaram milhões de Daniel Vorcaro, indicando uma possível conexão direta. O dinheiro, segundo reportagens, foi repassado através de uma empresa que atuava em parceria com os negócios de Vorcaro. Eduardo Bolsonaro negou qualquer benefício, classificando as investigações como “tosca”, enquanto Flávio Bolsonaro também defendeu o irmão.
As suspeitas se aprofundam ao constatar que Daniel Vorcaro comprometeu-se a repassar cerca de R$ 134 milhões para a produção de “Dark Horse”, e ao menos R$ 61 milhões já foram pagos. Eduardo Bolsonaro e o ex-secretário de Cultura Mário Frias atuaram como produtores-executivos do filme, com responsabilidades sobre a gestão financeira do projeto, levantando mais questões sobre a origem e o destino desses recursos.
Paralelamente, em março de 2023, Eduardo Bolsonaro fundou uma empresa nos EUA com André Porciúncula e um empresário apoiador dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Essa empresa, Braz Global Holding, foi registrada em Arlington, no mesmo período em que o pai de Eduardo fugiu para os Estados Unidos. Uma das empresas abertas na época, o Instituto Conservador Liberal, passou a ser administrada por Paulo Calixto, advogado que cuida do processo imigratório de Eduardo Bolsonaro e que está envolvido no fundo suspeito.
A ligação entre Calixto e Eduardo Bolsonaro remonta a pelo menos agosto de 2023, quando divulgaram um encontro nas redes sociais. O caso levanta sérias preocupações sobre a transparência financeira e o uso de recursos em operações que podem ter ligações com figuras políticas de alto escalão e investigações criminais.






