Flávio afunda dia a dia: Vice queimado, brigas familiares e agora, já se fala em Michelle como vice.
Até que ponto pode resistir uma candidatura que erra tanto contra si, com tantos tiros no próprio pé e com tantos rachas internos? Essa é a pergunta fundamental que se deve fazer após a escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL) para vice na chapa com o filho de Bolsonaro.
Antes de qualquer aprofundamento, a escolha de uma chapa “puro-sangue”, ou puro-sangue ruim, dado que ambos são do PL, já expõe a falta de apoio dentro da própria extrema-direita. A ideia que transmitiu ao eleitorado é a de que Flávio não tem apoio na direita para seguir com a candidatura e que seus apoios, puramente fisiológicos, fundamentam-se na frágil esperança de que, em caso de vitória, não fiquem sem cargos.
Em relação a isso, a guerra no esgoto bolsonarista, já estabelecida entre Jair, Flávio, Eduardo e Michelle Bolsonaro, já seria suficiente para tornar pública a relação absolutamente disfuncional dessa “não família”. Para piorar ainda mais, surgem rumores de que a imagem já destruída de Gaspar esteja fazendo com que o clã esteja articulando Michelle como vice. Faz algum sentido?
Obviamente, essa pergunta não é retórica, porque, sim, faz sentido, e o sentido está, justamente, no arremedo de candidato que se tornou Flávio. Com isso, o recuo seria a decretação da total falta de força que um possível governo poderia ter.
Note: não citamos os demais escândalos, até aqui. Mas o resultado está exposto, e o castelo de cartas de Flávio nem começou a ruir, dado que a campanha nem começou ainda.
Já imaginaram Michelle “vice-presidenta”? Flávio nunca mais dormiria, com medo do efeito Temer.






