Sul do país continua em alerta com a persistência de temporais
O cenário de alerta máximo permanece no Sul do país nesta quarta-feira (29), com a previsão de novos temporais que ampliam a vulnerabilidade do Rio Grande do Sul. Os volumes de chuva esperados elevam o risco iminente de mais alagamentos, inundações e transbordamento de rios, agravando a crise humanitária e ambiental na região. A instabilidade climática também se estende por Santa Catarina e Paraná, enquanto uma frente fria avança e já altera o tempo em São Paulo.
A maior preocupação se concentra no território gaúcho, que pode registrar chuva de moderada a forte intensidade, acompanhada de trovoadas, granizo e rajadas de vento que podem superar os 70 km/h. As áreas mais críticas incluem a região central, a Região Metropolitana de Porto Alegre, a Serra, o nordeste e o litoral norte, onde os acumulados dos últimos dias já deixaram o solo e os rios em situação crítica.
Enquanto o Sul enfrenta o excesso de água, outras partes do Brasil lidam com o oposto, evidenciando os extremos climáticos que marcam o período. No Sudeste, com exceção de São Paulo que receberá a frente fria, o tempo segue firme e quente, com umidade do ar muito baixa. No noroeste de Minas Gerais, os índices podem ficar abaixo de 20%, um patamar considerado de alerta para a saúde.
Este padrão de ar seco e quente se repete no Centro-Oeste e no interior do Nordeste, onde a umidade pode atingir níveis críticos entre 12% e 20%. No Norte, o calor e a umidade provocam chuvas isoladas, mas grande parte da região, especialmente o estado do Tocantins, permanece com tempo firme, temperaturas elevadas e baixa umidade, criando condições favoráveis para a ocorrência de queimadas e reforçando a necessidade de políticas públicas de prevenção e combate ao desmatamento.






