Valdemar confirma que sabia de foto de Flávio Bolsonaro com miliciano
A crise ética no principal partido de oposição ao governo federal ganha novos contornos de desgaste. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu que já tinha conhecimento, há mais de um mês, da polêmica fotografia em que o senador Flávio Bolsonaro aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O homem é apontado pela Polícia Federal como integrante de uma milícia armada a serviço de um banqueiro que hoje está preso.
A revelação de Valdemar fragiliza diretamente a narrativa do senador fluminense. Enquanto Flávio tentou adotar um tom de surpresa e questionou publicamente a veracidade do registro, o dirigente partidário confirmou que não apenas viu a imagem semanas atrás, como também alertou o próprio parlamentar sobre o caso antes de o fato vir a público. Segundo Valdemar, o assunto era tratado internamente como algo corriqueiro.
Contradições enfraquecem o discurso da oposição
A disparidade de versões expõe a falta de transparência no seio da extrema-direita. Enquanto a gestão federal trabalha para fortalecer as instituições e combater o crime organizado de forma técnica e republicana, o clã bolsonarista se vê emaranhado em explicações desencontradas sobre elos com personagens investigados pela Justiça.
Aliados de Flávio já tinham acesso à imagem há meses, o que desmente a tese de surpresa. O episódio amplia o desgaste sobre a viabilidade política do senador, que já vinha sob pressão devido a outros escândalos recentes, como as investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse” e crises na articulação política interna.</p






