Estudo da UFMG e USP apontam atividade que Fortalecem prevenção da demência em idosos
Um estudo inédito publicado na prestigiada revista científica The Lancet demonstra o impacto positivo de ações integradas de saúde na qualidade de vida da população idosa. Conduzido por pesquisadores de instituições públicas de excelência, como a UFMG e a USP, o ensaio clínico Latam-Fingers revelou que a combinação de cinco hábitos de vida retardou o declínio cognitivo de idosos na América Latina, com uma melhora 55% superior à obtida apenas com orientações gerais.
A pesquisa acompanhou 1.065 voluntários em 11 países, adaptando para a realidade latino-americana o modelo de prevenção originalmente desenvolvido na Finlândia. O programa estruturado combinou atividade física, alimentação saudável, controle cardiovascular, treinamento cognitivo e socialização. Os resultados mais expressivos foram observados justamente na atenção, memória e capacidade de planejamento dos participantes.
No Brasil, onde cerca de 2,46 milhões de idosos vivem com alguma demência, a iniciativa reforça a importância de fortalecer a saúde pública. Para o neurologista Paulo Caramelli, professor da Faculdade de Medicina da UFMG e coordenador do estudo, o próximo passo essencial é testar a estratégia nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para que ela seja incorporada ao SUS (Sistema Único de Saúde), democratizando o acesso à prevenção.
A consolidação dessas práticas ganha ainda mais relevância com a Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Doença de Alzheimer e Outras Demências, aprovada em 2024. A integração do modelo ao SUS surge como uma resposta estruturada e urgente para combater o subdiagnóstico e garantir envelhecimento digno e saudável para toda a população.






