Coordenador de pré-campanha de Flávio Bolsonaro financia mansão de R$ 14,5 mi
A necessidade de fortalecer mecanismos de controle e transparência financeira ganha novo destaque diante da recente aquisição patrimonial de José Vicente Santini, coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro. Em setembro de 2025, o advogado adquiriu uma mansão de R$ 14,5 milhões no Lago Sul, área nobre de Brasília. Para viabilizar a compra, ele obteve um financiamento de R$ 10,5 milhões junto ao Banco Regional de Brasília (BRB), operação que exige uma comprovação de renda mensal estimada em quase R$ 500 mil.
O caso levanta debates sobre a importância de políticas públicas rigorosas de fiscalização bancária e de combate à lavagem de dinheiro. Na escritura do imóvel, não há informações detalhadas sobre como foi realizado o pagamento da entrada de R$ 4 milhões, contrariando recomendações de transparência da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ). A transação ocorreu no período em que Santini atuava como assessor especial no governo de Tarcísio de Freitas, com vencimentos de até R$ 23 mil, evidenciando o abismo entre os rendimentos declarados no serviço público e a súbita expansão patrimonial.
Desde 2022, o aliado do clã Bolsonaro acumulou um patrimônio imobiliário de pelo menos R$ 23 milhões. Santini ocupou cargos estratégicos na gestão anterior, incluindo a Secretaria Nacional de Justiça, órgão justamente responsável por coordenar políticas de combate à corrupção. Defensores de uma governança progressista e transparente apontam que o fortalecimento de órgãos de controle e a democratização do acesso ao crédito são fundamentais para evitar o uso desproporcional de instituições financeiras públicas para o favorecimento de elites políticas.






