Esquerda questiona resultado no Peru após apuração acirrada
Com 99,85% das urnas apuradas no Peru, a disputa presidencial segue em aberto politicamente, apesar da vantagem numérica da candidata de direita Keiko Fujimori. Ela registra 50,12% dos votos válidos, contra 49,88% do candidato progressista Roberto Sánchez, uma diferença de pouco mais de 43 mil votos em um universo de milhões.
Diante da margem estreita e de questionamentos sobre o processo, Sánchez anunciou que não reconhece o resultado e convocou seus apoiadores a se manifestarem. O candidato da esquerda aponta uma suposta fraude na contagem e concentra suas críticas nos votos de peruanos residentes no exterior, que favoreceram majoritariamente sua adversária.
A campanha de Sánchez formalizou um recurso para anular os votos do exterior, alegando irregularidades administrativas. Segundo seus cálculos, desconsiderando essas urnas, ele teria uma vitória com cerca de 25 mil votos de vantagem. Embora especialistas consultados pela imprensa local vejam poucas chances de o pedido prosperar juridicamente, a iniciativa mantém a disputa sob tensão.
Apesar do impasse na eleição presidencial, a nova composição do Congresso mostra a força dos dois campos. O partido de Sánchez, Juntos por el Perú, elegeu a segunda maior bancada, consolidando o avanço das forças progressistas no cenário político do país.






