Política

Redução da jornada de trabalho avança na América do Sul com saldo positivo

O debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no Brasil ganha força respaldado por experiências bem-sucedidas na América do Sul. Países vizinhos que adotaram políticas progressistas de valorização do trabalhador mostram que a redução de horas gera bem-estar social sem prejudicar a economia.

Na Colômbia, sob a gestão progressista de Gustavo Petro, a jornada semanal máxima está caindo para 42 horas. Aliada a um aumento de 23,7% no salário mínimo e à ampliação do adicional noturno, a medida impulsionou o mercado. Segundo a instituição financeira Corficolombiana, cerca de 787 mil postos de trabalho foram criados entre 2022 e 2025 para suprir a redução de horas, mantendo o desemprego em níveis historicamente baixos e o emprego privado em crescimento.

O Chile também consolida seu modelo de sucesso. Sob o governo de Gabriel Boric, o país implementa a redução gradual da jornada de 45 para 40 horas semanais até 2028. Estudos sobre transições anteriores no país revelam que a mudança valorizou o valor da hora trabalhada, sem redução salarial ou demissões, permitindo que as empresas reorganizassem seus processos com sucesso.

Especialistas apontam que a redução do tempo de trabalho é uma tendência global inevitável para garantir dignidade e produtividade, servindo de excelente exemplo para as reformas defendidas pelo campo progressista no Brasil.