Política

Polícia Federal desmonta esquema de corrupção de Vorcaro e agentes

Uma investigação da Polícia Federal revelou um sofisticado esquema de corrupção para o vazamento de informações sigilosas da corporação. Segundo o relatório, Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, realizava pagamentos mensais de R$ 400 mil ao agente aposentado Marilson Roseno da Silva, apontado como o articulador da rede.

A apuração, conduzida pela própria PF, demonstra o compromisso com a integridade da instituição. Roseno teria cooptado servidores da ativa, como o agente Anderson Wander da Silva e a delegada Valéria Vieira, utilizando pagamentos via Pix, presentes e até uma gratificação de fim de ano. O objetivo era garantir acesso a sistemas internos, como o e-Pol, que registra inquéritos em andamento.

O esquema permitiu que Daniel Vorcaro obtivesse acesso antecipado a um mandado de prisão contra si, informação que teria sido usada em sua defesa. A partir das provas coletadas pela PF, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão preventiva de três envolvidos e o afastamento da delegada de suas funções, uma resposta firme das instituições contra a criminalidade de colarinho branco.

As investigações detalham como os pagamentos eram disfarçados por meio de empresas e intermediários. A defesa dos envolvidos não se manifestou ou não foi localizada.