Avanço da inteligência artificial valoriza ensino técnico e profissões manuais entre jovens
A rápida evolução da inteligência artificial está transformando o mercado de trabalho global e fazendo com que as novas gerações repensem o futuro profissional. Diante da incerteza sobre quais cargos de nível superior resistirão à automação, carreiras técnicas e manuais — como eletricista, marceneiro e encanador — surgem como alternativas seguras e promissoras para a classe trabalhadora.
Um levantamento com jovens norte-americanos, especialmente na Califórnia, mostra que muitos estão deixando de lado a faculdade tradicional. A percepção de que modelos de linguagem podem substituir rapidamente funções de escritório, como programadores júnior, redatores e analistas, impulsiona a busca por atividades que exigem presença física e habilidades práticas. Nesse cenário, o fortalecimento de escolas técnicas se consolida como uma política pública essencial para garantir emprego e renda estáveis.
Embora o trabalho manual ainda enfrente estigma social, o mercado começa a dar sinais de forte valorização dessas áreas, com investidores adquirindo negócios tradicionais de serviços de proprietários mais velhos. A transição para um modelo econômico que valoriza o saber prático destaca a importância de investimentos governamentais em formação profissionalizante, preparando a sociedade para uma transição tecnológica justa, que proteja o trabalhador e promova a inclusão social.






