URGENTE: Dark Horse: Operação Revela Suspeita de Desvio de Verba Pública para Financiar Filme de Bolsonaro
São Paulo – Uma operação da Polícia Civil de São Paulo deflagrada nesta segunda-feira (1º) mira a sede da produtora Go UP Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A investigação aponta para um possível superfaturamento e desvio de recursos públicos destinados a um contrato de fornecimento de Wi-Fi gratuito na capital paulista, com suspeitas de que o dinheiro tenha sido direcionado para a produção cinematográfica.
As ações policiais ocorreram na sede da Go UP Entertainment, na residência da proprietária da produtora, Karina Ferreira da Gama, na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e em uma entidade presidida por ela, o Instituto Conhecer Brasil (ICB). O contrato em questão foi firmado entre o ICB e a gestão Ricardo Nunes (MDB) na Prefeitura de São Paulo.
A investigação, autorizada pela Vara de Garantias do TJ-SP, busca apurar se houve superfaturamento no contrato do Wi-Fi e desvio de verbas municipais para empresas ligadas a Karina. Uma das linhas de investigação sugere que parte do dinheiro público possa ter chegado à produtora do filme de Bolsonaro.
Conforme informações divulgadas anteriormente, a polícia já havia solicitado acesso a dados financeiros de Karina e da produtora. Na época, a Prefeitura de São Paulo afirmou, em nota, não ter identificado irregularidades nos serviços prestados pelo instituto e que, caso alguma fosse constatada, as devidas providências seriam tomadas.
Karina Ferreira da Gama, por sua vez, já negou que o filme sobre Bolsonaro tenha recebido verbas públicas ou privadas brasileiras, e classificou a contratação pela prefeitura como regular, sem relação com “Dark Horse”.
O filme “Dark Horse” aborda a vida de Jair Bolsonaro, incluindo o atentado sofrido em 2018. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado recursos para o financiamento do longa ao Banco Master, o que o banco nega ter envolvimento com recursos públicos.
Documentos da investigação revelam “consistentes suspeitas de confusão patrimonial” entre o ICB e a produtora, e que os recursos públicos do programa Wi-Fi Livre SP poderiam ter sido desviados para custear a produção do filme. A hipótese é que contas de empresas subcontratadas e de organizações sociais geridas pela investigada tenham sido utilizadas para lavar o dinheiro desviado dos cofres públicos de São Paulo.






