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Brasil e EUA Avançam: Tarifas e Investigações em Pauta

Brasília, DF – Em um movimento que sinaliza a continuidade das negociações comerciais após o recente encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, representantes dos Estados Unidos e do Brasil realizaram reuniões importantes esta semana. O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, confirmou ter tido um primeiro encontro virtual com o ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

A conversa ocorre no rastro da formação de um grupo de trabalho, anunciado após a reunião entre Lula e Trump no início do mês, com o objetivo de negociar o fim de barreiras tarifárias em um prazo de até 30 dias. Greer expressou otimismo em relação ao engajamento brasileiro, declarando nas redes sociais: “Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais e espero continuar as discussões.”

Por sua vez, o ex-presidente Trump já havia sinalizado a importância do tema tarifas em sua conversa com Lula, citando em suas redes sociais que “nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave”.

O sub-representante de Comércio dos EUA, Jeffrey Goettman, durante um evento em Washington, manteve um tom de “diálogo aberto”, mas evitou confirmar avanços concretos sobre uma investigação conduzida sob a Seção 301. Essa investigação, iniciada em julho do ano passado, abrange o Brasil e inclui a análise de práticas relacionadas ao Pix, ao comércio da Rua 25 de Março, em São Paulo, e ao etanol. Um relatório sobre esta investigação está previsto para ser concluído em julho.

Além disso, o Brasil figura em outro processo investigativo do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) que apura o suposto uso de trabalho forçado, envolvendo 59 países.

Em paralelo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, encontraram-se às margens do G7 em Paris. A pauta incluiu a agenda estabelecida pelos presidentes, os impactos econômicos do conflito no Estreito de Ormuz e o avanço em tratativas de comércio bilateral. Durigan destacou um acordo para formalizar um mecanismo de cooperação entre a Receita Federal brasileira e a alfândega norte-americana, com foco no combate ao crime organizado, especialmente o tráfico de armas e drogas.