Nas Mãos do Irã: Europa Negocia Passagem no Estreito de Ormuz Agravando a Crise Energética
O Irã assumiu o controle de uma das rotas marítimas mais vitais do mundo, o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção global de petróleo e gás. Segundo informações da televisão estatal iraniana, diversos países europeus iniciaram negociações com o regime islâmico para obter autorização de travessia. A Guarda Revolucionária do Irã já havia confirmado na sexta-feira que embarcações chinesas com aval de Teerã tiveram tráfego liberado.
A emissora informou que, após a passagem de navios do leste asiático, incluindo China, Japão e Paquistão, agora são os europeus que buscam acordos com a Marinha da Guarda Revolucionária. O bloqueio, iniciado em 28 de fevereiro, tem gerado instabilidade nos mercados globais e serve como uma poderosa ferramenta de pressão para Teerã.
Ebrahim Azizi, presidente da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional, anunciou a implementação de um “mecanismo profissional de gestão do tráfego” no estreito, que em breve estará em pleno funcionamento. Ele enfatizou que apenas navios comerciais e parceiros cooperativos com o Irã serão beneficiados, com a cobrança de pedágio para a passagem. Azizi declarou que a rota permanecerá fechada para a iniciativa militar dos Estados Unidos, denominada “liberdade”, que visa escoltar navios comerciais bloqueados. Essa ação ocorre em meio ao bloqueio americano aos portos iranianos, mesmo com um cessar-fogo precário em vigor.
A crise energética também afeta o Iraque. O novo ministro do Petróleo iraquiano, Basim Mohammed, revelou que as exportações pelo Estreito de Ormuz despencaram para apenas 10 milhões de barris em abril, uma queda drástica em comparação aos cerca de 93 milhões de barris mensais anteriores à guerra. A dificuldade em receber petroleiros devido a problemas de seguro tem impactado significativamente as exportações. Atualmente, o Iraque produz 1,4 milhão de barris por dia. As exportações pelo oleoduto Kirkuk-Ceyhan foram retomadas em março após um acordo entre Bagdá e o Governo Regional do Curdistão.






