EUA Pressiona Fifa: Querem Tirar Irã da Copa e Colocar Itália no Lugar!
Uma manobra política incomum vinda dos Estados Unidos está agitando os bastidores da Copa do Mundo de 2026. Paolo Zampolli, enviado especial do governo americano para Negócios Globais, confirmou ter sugerido ao presidente Donald Trump e ao mandatário da Fifa, Gianni Infantino, a substituição da seleção do Irã pela Itália no torneio que será sediado nos EUA, Canadá e México. A justificativa apresentada por Zampolli, que é italiano de nascimento, é a “guerra em curso” e a violência policial no Irã, que, segundo ele, lançam dúvidas sobre a participação iraniana.
Esta não é a primeira vez que Zampolli tenta emplacar essa ideia. Em 2022, após a Itália não se classificar para o Mundial do Catar, ele já havia sugerido à Fifa a desclassificação do Irã e a reintegração dos italianos, mas sem sucesso.
A Fifa, por meio de declarações recentes de Infantino, tem se posicionado firmemente. O presidente da entidade máxima do futebol afirmou que o Irã participará do torneio, que as partidas ocorrerão onde planejado e que a seleção iraniana representa seu povo e se classificou legitimamente. Infantino, conhecido por sua proximidade com Trump, expressou o desejo por uma “situação pacífica” no Oriente Médio.
A proposta de Zampolli surge em um contexto de esforços para restabelecer laços entre Trump e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que teria se distanciado do ex-presidente americano. A embaixada do Irã em Roma reagiu duramente, classificando a proposta como um sinal da “falência moral” dos EUA e afirmando que a Itália não precisa de “privilégios políticos” para provar sua força no futebol.
Apesar do apelo de Zampolli, o regulamento da Fifa confere à organização a autoridade exclusiva para decidir sobre desistências. O Irã, que se classificou para a Copa, tem jogos agendados nos Estados Unidos. A seleção italiana, tetracampeã mundial, amarga a terceira ausência consecutiva em Copas.






