Um dos símbolos maiores da Lava Jato, o procurador Carlos Fernando Santos Lima, de apelido “Boquinha”, que ajudou a implantar o golpe de 2016, arquitetou ao lado e Deltan Dallagnol, a prisão do ex-presidente Lula, se diz arrependido.
Obviamente, a operação que destruiu o país e jogou a economia no lixo, construiu o Bolsonaro presidente, tanto que Sérgio Moro recebeu o pagamento, ao ser nomeado Ministro da Justiça.
O problema é que o resultado final está sendo péssimo, inclusive para os procuradores que pariram o fascismo. Sem independência e com a progressiva destruição da Lava Jato, a imagem desses mesmos procuradores está derretendo.
Nesse cenário, o procurador “boquinha” deu entrevista ao UOL e disse:
“Não podemos mais aceitar o que acontece”, afirmou. “A saída de Bolsonaro do poder é uma obrigação moral. Seja pela sua não reeleição ou, a via mais urgente, pelo impeachment, que existe para dar uma solução para situações em que haja um crime de responsabilidade. E deixar que brasileiros morram por opção política é sim suficiente para isso”, continuou.
De acordo com o procurador, “se corrupção mata, falta de caráter e irresponsabilidade matam também. É mais que hora de dizermos não a essa ideologização da saúde pública”.